Minha irmã estuda na PUC. Eu não sou muito de conversar com ela, digamos que sou um tanto relapso, (eu gosto dessa palavra, relapso, foi uma moça que eu gosto, ou amo, não sei direito, que me ensinou, não conhecia até pouco tempo...), com a familia, principalmente com minha irmã. Ela faz ciências sociais lá, o curso dos anarquistas.
Eu não prestei muita atenção no que ela falava para minha mãe, estava um pouco mais preocupado em decidir se usaria pneu macio ou pneu duro no qualifyng do GP de Mônaco, no GP4, o jogo, claro. Acabei escolhendo a primeira opção, mas minha volta foi muito ruim, porque fui atrapalhado por uma Minardi quase a volta toda, passei a desgraçada na saida do tunel, acabei em nono, que é uma posição péssima, em Mônaco. O jeito é largar pesado e não me envolver em acidentes na largada, ganhar posições nas paradas, e terminar a corrida, preciso de pontos, só tenho dois de um quinto lugar no começo da temporada, na Austrália.
Bem, ela, minha irmã dizia que um fulano lá, editor de uma tal revista ai que fala mal da Veja morreu, e um outro estava lá chorando por esse tal editor ai, que eram amigos de longa data, que protestaram as tantas e tudo mais. Disse depois, que tinha um cara lá da Fundação Santo André, que é uma total zona nos ultimos anos, lembro dos meus tempos de Letras lá, o enterro do reitor, enfim, o cara dizia que lutava por isso e aquilo, na Fundação, e era militante do PSTU, e a metade da sala foi embora nesse momento. Disso eu lembro bem dela falando, foi no exato momento que cravei a volta em 1'21.437, fazendo o sétimo tempo, por culpa da maldita Minardi, pilotada por um tal de Alonso, e depois perdi mais duas posições no final da seção. Desgraçado.
Eu não entendo esse pessoal do PSTU. Diziam que era uma ala revoltada do PT, uma amiga minha, na época um pouco mais que amiga, que era filiada ao PT disse que esse povinho do PSTU era quase todos filhos da classe média que nunca souberam o que é trabalho ou dificuldade na vida, e só querem ter uma razão pra reclamar, uma razão que não existe, só pelo prazer de estar em uma passeata, ou enterro do reitor, oh, que chocante, muito maneiro, estou lutando fazendo essa bagunça pro bem do meu país, dizem, e na hora que o bicho pega, os endinheirados pais tiram da encrenca, e assim tudo volta ao normal, e eles voltam a dormir em seus quarto, com suas roupas de marca e suas coisas do mundo capitalista e materialista, mas eles juram que são comunistas, assim como os proprios estudantes de ciênicas sociais, que apoiam o MST, bando de safados, que invadem fazendas, as ganham do estado, contra a vontade do proprietario real, e depois vendem pra outro pra invadirem outro pedaço de terra pra ganhar um dinheiro bem facil, não, não é tão facil ficar brigando com esse ou aquele, com a policia ou dizer que a terra é improdutiva, então tudo tem seu preço, é um dinheiro suado.
Todo protesto é válido, quando se luta por algo concreto. Os sindicatos lutam por algo concreto. Lutam pela melhoria das condições de trabalho e salario para o trabalhador. Quase sempre conseguem, isso é uma luta valida, uma causa sem fim, não é essa palhaçada que esse monte de playboys fazem por ai, só porque acha tudo isso bonito e legal. E ninguem lá, pelo menos que eu sei, fez ciências sociais, ou estudou na PUC.
E eu estou ficando velho e chato. Mas com um ideal...
terça-feira, 25 de março de 2008
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